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Les medias parlent du cimetière virtuel en 2007

Article du 1/11/2007

Pour la Toussaint, Daniel Coing-Daguet s'attend à un pic de fréquentation sur son site Internet. Créé en 2003, lecimetiere.net connaît un développement discret mais constant. "La mort, c'est un sujet délicat, les gens n'osent pas trop aller sur le site ou en parler", reconnaît son créateur, un ouvrier de 49 ans, passionné d'informatique.

Aussi déroutant soit-il, le concept est simple : lecimetiere.net donne à ses utilisateurs la possibilité de mettre en ligne l'image d'un disparu et de l'honorer en lui adressant des photos de fleurs ou de paysages, gratuites ou payantes, accompagnées de textes et de messages personnels. Le créateur du site annonce plus de 10 000 tombes virtuelles et assure que de 1 000 à 1 200 fleurs y sont déposées chaque jour. Elles "fanent" et disparaissent du site au bout de sept jours. Un espace destiné aux "particuliers" côtoie des entrées réservées aux enfants disparus, "les anges", ou aux "célébrités".

A l'origine, M. Coing-Daguet souhaitait rendre hommage aux artistes qu'il aimait ; puis il a ajouté sur le site des membres de sa famille, avant de l'ouvrir à des particuliers. "Pour certains, venir sur le site est devenu un besoin, ils ont un vrai culte pour leur défunt. Cela aide aussi les gens qui n'habitent pas près du lieu d'inhumation de leurs disparus, explique-t-il. C'est vrai qu'ici tout est virtuel, mais le recueillement sur une tombe au cimetière, c'est tout aussi virtuel, non ?" L'initiative, pourtant, choque : l'animateur du site reconnaît avoir eu maille à partir avec certaines familles. "Une fille avait mis la photo de sa mère décédée sur le site. Le fils ne le supportait pas et a menacé de me poursuivre en justice", raconte-t-il.

Stéphanie Le Bars

Les medias parlent du cimetière virtuel en 2007
Les medias parlent du cimetière virtuel en 2007

Article du 6/11/2007

 

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Les medias parlent du cimetière virtuel en 2007

Journal Brésilien 6 de novembro de 2007
Terça, 6 de novembro de 2007, 12h04

Cemitério virtual tem mais de 10 mil tumbas

Faça sua pesquisa na Internet:

Um site em que as pessoas falecidas ganham um perfil, recebem mensagens de saudade e até mesmo flores virtuais - gratuitas ou pagas, dependendo do volume e da escolha - está ganhando cada vez mais adeptos na França. O portal, uma espécie de "Orkut dos mortos", já tem mais de 10 mil tumbas virtuais, entre as quais são distribuídas diariamente cerca de 1,2 mil flores, garante o idealizador do endereço, Daniel Coing-Daguet.

Tudo começou em 2003, quando Coing-Daguet, um trabalhador também apaixonado por informática, criou o endereço www.lecimetiere.net para homenagear seus artistas, cantores e escritores preferidos que haviam morrido. Com o passar do tempo, ele montou perfis para os familiares que partiam, e depois para os amigos, os amigos dos amigos. Até que hoje qualquer pessoa pode se cadastrar no endereço e registrar a página de quem quer que seja - com a condição de que a pessoa esteja morta.

Ao seu lado, na seção "celebridades", estarão personalidades como os escritores Honoré de Balzac e Simone de Beauvoir, o pintor e cientista Leonardo da Vinci e o cantor Freddie Mercury, além de diversos reis, rainhas e princesas da França e de outros países europeus. Até o piloto brasileiro Ayrton Senna tem um perfil - por enquanto sem mensagens escritas nem flores depositadas.

"Já recebi muitas críticas, especialmente de fóruns na Internet, mas acho que é direito de todo mundo poder exprimir a saudade que sente como quer", disse ao Terra Coing-Daguet.

No espaço "petit anges" (anjinhos, em francês), o usuário encontra os perfis de crianças, enquanto que na butique é possível comprar, com cartão de crédito, as "flores" para deixar no túmulo visitado. As flores "duram" sete dias, e depois disso são eliminadas do túmulo - como nos verdadeiros cemitérios. As mais baratas podem ser compradas por 1,5 euro (R$ 3,78).

Adicionar mais de uma imagem no perfil do defunto também não sai de graça: custa 1,25 euro (R$ 3,15) por foto extra - mesmo preço para colocar uma placa de homenagem no perfil do morto.

Para quem não quer gastar nada, no entanto, existem as flores comuns, que podem ser depositadas acompanhadas de uma mensagem ao morto. No feriadão de Finados que acaba de se encerrar, mães, familiares e amigos deixaram recados emocionados nas páginas dos entes queridos.

"Muitas pessoas visitam o site só por curiosidade e ficam horas passando de um perfil ao outro, mesmo que não conheçam pessoalmente ninguém. A morte, apesar de ser um assunto delicado, mexe com todo mundo de alguma forma e a informática acompanha essas sensações", afirmou o criador do endereço.

O site também lembra, na página inicial, os aniversários de morte e nascimento de cada dia. Toda a semana, o cimetiere.net elege de cinco a dez perfis para serem os homenageados, entre os quais um é destacado o perfil da semana.

Entre os perfis mais visitados está o do jovem cantor Gregory Lemarchal, morto aos 24 anos em abril deste ano, em conseqüência de uma fibrose sística, uma doença rara e incurável. O cantor, famoso na França depois de vencer o programa Star Academy - versão francesa do Fama brasileiro -, causou comoção no país ao sucumbir à doença e desde então encabeça a lista das tumbas virtuais mais freqüentadas.

Lúcia Jardim
Direto de Paris

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